A Coreia do Sul irá contra-atacar rapidamente se o Norte realizar qualquer ataque ao seu território, alertou a nova presidente sul-coreana nesta segunda-feira, à medida que as tensões se intensificaram na península coreana em meio às ameaças da Coreia do Norte e ao envio de caças pelos EUA à região.
A Coreia do Norte diz que a região está à beira de uma guerra nuclear, depois da imposição de sanções das Nações Unidas devido a um teste nuclear realizado em fevereiro e uma série de exercícios militares dos EUA e Coreia do Sul, que incluíram uma rara demonstração do poder aéreo norte-americano.
O governo norte-coreano disse no sábado que está entrando em um “estado de guerra” com o Sul, em resposta ao que chama de exercícios militares “hostis” que estão sendo realizados pela Coreia do Sul. Mas não há sinais de atividades incomuns do Exército norte-coreano que sugiram uma agressão iminente, informou uma autoridade do Ministério da Defesa sul-coreana, na semana passada.
- Se houver qualquer provocação contra a Coreia do Sul e seu povo, deve haver uma forte resposta no combate inicial, sem quaisquer considerações de ordem política – disse a presidente Park Geun-hye ao ministro da Defesa e altos funcionários em uma reunião na segunda-feira.
Coreia do Norte reconduz aliado do clã de Kim
O Parlamento da Coreia do Norte nomeou na segunda-feira Pak Pong-ju para o cargo de primeiro-ministro, do qual ele havia sido demitido em 2007 por sua incapacidade de realizar reformas econômicas. O septuagenário Pak é um importante aliado de Jang Song-thaek, tio do jovem líder norte-coreano Kim Jong-un, e trabalhou com a mulher dele, Kim Kyong-hui, tia de Kim Jong-un. Analistas viram na nomeação uma consolidação do poder sob a dinastia Kim.
- Na sessão, o deputado Choe Yong-rim foi convidado a deixar o cargo de premiê do gabinete da RDPC, e o deputado Pak Pong-ju foi eleito premiê do gabinete da RDPC – disse a agência estatal de notícias KCNA, referindo-se à Coreia do Norte por sua sigla oficial (abreviatura de República Democrática Popular da Coreia).
Pak já havia sido nomeado no domingo para o poderoso Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia (comunista). Analistas dizem que sua recondução ao comando do gabinete, apesar de consolidar o poder de Kim, o deixa em excessiva dependência com relação ao casal de tios, que reafirmaram seu controle sobre as Forças Armadas após um expurgo.
Pak é um tecnocrata de carreira e assumira o cargo de premiê em 2003 para implementar uma ambiciosa pauta de reformas políticas, adotada no ano anterior, que permitia maior autonomia na produção agrícola e liberalizava preços.
Mas as medidas não tiveram os efeitos desejados, e Pak foi demitido em 2007, quando os militares começaram a iniciar protestos no gabinete e a exercer maior poder em questões estatais.
Jang, tio de Kim, também foi expurgado naquela época, para ser posteriormente reabilitado.
A nomeação de Pak ocorre num momento de grande tensão diplomática envolvendo a Coreia do Norte. Pyongyang ameaçou lançar mísseis contra os Estados Unidos e invadir a Coreia do Sul, em reação a atitudes “hostis” de Washington.

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