A presidenta da República, Dilma Rousseff (PT), reuniu-se com seus principais ministros, ao longo deste sábado, e reiterou que não pretende realizar nenhuma mudança no seu ministério. “Não procedem as especulações de mudanças ministeriais”, afirmou, em nota divulgada nesta tarde.
“Dos meus ministros quero determinação para manter o Brasil no caminho do crescimento, da inclusão social, da geração de emprego e renda e da estabilidade econômica”, disse a presidente.
Na nota, ela afirmou que espera empenho da atual equipe para a realização dos cinco pontos acordados com governadores e prefeitos: responsabilidade fiscal para garantir a estabilidade da economia e o controle da inflação, reforma política com plebiscito, melhoria profunda nos serviços públicos de saúde, pacto nacional da mobilidade urbana que permita um salto de qualidade no transporte público e destinação dos royalties do petróleo para educação.
Leia, adiante, a íntegra da nota:
“Não procedem as especulações de mudanças ministeriais. O que espero de meus ministros é empenho na realização dos cinco pactos firmados com os governadores e prefeitos de capital: responsabilidade fiscal para garantir a estabilidade da economia e o controle da inflação; reforma política com plebiscito; melhoria profunda nos serviços públicos de saúde; pacto nacional da mobilidade urbana que permita um salto de qualidade no transporte público; e destinação dos royalties do petróleo para educação.
“Dos meus ministros quero determinação para manter o Brasil no caminho do crescimento, da inclusão social, da geração de emprego e renda e da estabilidade econômica.
“Continuaremos a governar o Brasil para todos, especialmente para os menos protegidos.
“Dilma Rousseff – Presidenta da República Federativa do Brasil”
Sem Helena
Dilma reuniu-se com parte da equipe ministerial, ao longo do dia, por mais de quatro horas, no Palácio do Alvorada. O encontro contou com a presença dos ministros Aloizio Mercadante (Educação), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), José Eduardo Cardozo (Justiça), Fernando Pimentel (Desenvolvimento Industrial) e o ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social Franklin Martins, em lugar de sua sucessora, Helena Chagas. Nenhum dos integrantes da reunião falou com os repórteres, ao deixar o Palácio.
O encontro ocorre um dia após Dilma se reunir com integrantes do PT do Congresso, ocasião em que ela pediu apoio para garantir a governabilidade.
– Não pensem que eu estou acuada. Vou para cima e vou disputar o nosso legado – disse a presidenta.
Na saída, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que o Planalto busca trabalhar “para ver se dá tempo” de realizar plebiscito cujas sugestões possam ter impacto na disputa de 2014. Para entrar em vigor em 2014, uma reforma política teria de ser votada até 5 outubro, um ano antes do pleito.
– Há quem analise que o fato de o Tribunal Superior Eleitoral ter definido o prazo de 70 dias para organizar o plebiscito praticamente tira as chances de as mudanças valerem para 2014. Mas, para o governo, ‘praticamente’ não é ‘totalmente’ – afirmou Chinaglia.

12:46
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