No início de conversações com o primeiro-ministro interino da Síria para Assuntos Econômicos, Qadri Jamil, o chanceler russo
disse que o objetivo acordado na reunião do G8 no mês passado, de expulsar os “terroristas e extremistas”, deve “tornar-se um dos principais pontos da conferência internacional (de paz) proposta”.
– Para nosso pesar, ao contrário do governo da Síria, uma parte significativa da oposição, incluindo a Coalizão Nacional, não manifestou tal vontade ainda – disse ele, referindo-se a um grupo de oposição que está em grande parte exilado.
A Rússia, o mais poderoso aliado externo do presidente sírio, Bashar al-Assad, e os Estados Unidos, disseram em 7 de maio que iriam tentar colocar o governo sírio e representantes da oposição juntos em uma conferência para tentar acabar com um conflito que já matou mais de 100 mil pessoas desde março de 2011. Nenhuma data foi definida para a conferência.
EUA e Rússia querem que as negociações em Genebra busquem um cessar-fogo e a formação de um governo de transição. Fontes disseram à Reuters na sexta-feira que a iniciativa está num impasse e que há o risco de que a conferência nunca aconteça.
Jamil culpou o Ocidente pelo que chamou de “cerco” a seu país, e disse que espera acertar um empréstimo da Rússia até o final do ano. Ele não deu um valor para o empréstimo.
- A principal responsabilidade por esse cerco se encontra no Ocidente, que é o principal autor do sofrimento contínuo do povo sírio – disse ele, segundo a mídia russa.

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