Crise mobiliza governos europeus na tentativa de uma solução de médio prazo

Letta é considerado de centro-esquerda
Primeiro-ministro italiano, Enrico Letta disse, nesta quarta-feira, estar confiante que os problemas que ameaçam seu frágil governo de coalizão, diante das dificuldades para atender às demandas da centro-direita de Silvio Berlusconi, podem ser superados.
– Tenho certeza que todo mundo vai fazer a sua parte para sair dessa dificuldade, que eu acho
que pode ser superada – disse Letta durante visita à Áustria, onde enfatizou a necessidade de estabilidade política na Itália para proteger os primeiros sinais de crescimento econômico após a maior recessão do pós-guerra.
A recente condenação de Berlusconi por fraude fiscal ameaçou a estabilidade do governo, com o partido de centro-direita do ex-premiê, o Povo da Liberdade (PDL), exigindo garantias sobre seu futuro político. Nesta quarta-feira, a imprensa italiana informou que líderes do PDL vão apresentar uma lista de exigências a Letta como preço para continuar a apoiar uma coalizão estranha entre tradicionais rivais, que foram forçados a governar juntos após meses de impasse depois de uma eleição inconclusiva.
Crise se agrava
Diante de sinais contraditórios na Itália e o marasmo na economia espanhola, a Grécia também não ajuda na solução dos problemas europeus. Nesta quarta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) avaliava o progresso dos grevos em cumprir suas obrigações relativas ao resgate internacional, um dia depois de o ministro das Finanças da Alemanha afirmar que um terceiro programa de ajuda será necessário. Joerg Asmussen, membro do conselho executivo do BCE, iria se reunir com o primeiro-ministro, o ministro das Finanças e com o presidente do banco central da Grécia, além de falar com líderes empresariais gregos.
A preocupação imediata dele é com a próxima parcela de ajuda do segundo resgate internacional para a Grécia, a ser paga em outubro. Mas a visita foi anunciada no mesmo dia em que o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmou que a Grécia precisará de um terceiro resgate além dos empréstimos de cerca de 240 bilhões de euros já obtidos para o período de 2010 a 2014.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) calculou que as necessidades de financiamento da Grécia não cobertas para 2014 a 2015 são de 10,9 bilhões de euros. Ao menos parte desse déficit resulta do fato de os bancos centrais europeus se recusarem a rolar parte dos títulos gregos que detêm. Tais estimativas são revisadas frequentemente e são altamente sensíveis a projeções de orçamento e crescimento econômico, o que os credores da Grécia devem fazer no outono (do hemisfério norte).
Ativos à venda
Na tentativa de descontaminar as economias dos países mais avançados no combate à criseinternacional do capitalismo, o banco britânico Lloyds Banking Group vendeu a seguradora de vida alemã Heidelberger Leben ao grupo de private equity Cinven e à resseguradora Hannover Re por cerca de 300 milhões de euros (US$ 400 milhões), aumentando as esperanças de que o banco estatal resgatado está se aproximando de restaurar o seu dividendo.
O negócio, que irá aumentar o capital principal do Lloyds em 400 milhões de libras, e a venda separada na quarta-feira de uma carteira de empréstimos alavancados no total de 254 milhões de libras, ajudam a fortalecer o balanço do banco e podem acelerar os planos do governo de começar a vender sua participação de 39%, segundo analistas. Fundos administrados pela Cinven vão adquirir 80% das ações da Heidelberger Leben, deixando a Hannover Re, terceira maior resseguradora do mundo, com o restante.



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