O resultado da filial brasileira do banco espanhol veio praticamente em linha com o esperado por analistas consultados pela agências inglesa de notícias Reuters, de lucro líquido recorrente de R$ 1,33 bilhão.
Os números trimestrais do Santander Brasil foram divulgados depois que a matriz anunciou mais cedo lucro líquido de 1,06 bilhão de euros no terceiro trimestre, também em linha com expectativas do mercado.
O Santander Brasil foi o segundo entre os maiores bancos privado do país a divulgar seus resultados de terceiro trimestre. Na segunda-feira, o Bradesco publicou lucro líquido de R$ 3,06 bilhões, crescimento de 7% sobre o mesmo período de 2012.
A inadimplência em operações de crédito vencidas há mais de 90 dias do Santander Brasil encerrou setembro em 4,5%, uma queda ante os 5,1% registrados no terceiro trimestre de 2012 e os 5,2% do segundo trimestre deste ano.
Enquanto isso, a provisão para empréstimos de liquidação duvidosa somou R$ 2,698 bilhões nos três meses encerrados em setembro, queda de 16,4% sobre um ano antes e recuo na comparação com os R$ 3,2 bilhões do segundo trimestre. A margem financeira bruta somou R$ 7,521 bilhões ante R$ 8,111 bilhões no terceiro trimestre de 2012.
Apesar do forte recuo nas provisões, a carteira de crédito do Santander Brasil cresceu 7,1% entre setembro de 2012 e o mês passado, para R$ 222,07 bilhões. O banco apurou ainda alta anual de 7% nas receitas com prestação de serviços e tarifas, para R$ 2,614 bilhões. Enquanto isso, as despesas gerais subiram 2,2%, para R$ 4,1 bilhões.
O índice de retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado excluindo ágio foi de 10,6 % no terceiro trimestre ante 10,9% sobre o segundo trimestre.
Mais crédito
O Santander prevê, ainda, um crescimento do crédito “um pouco” acima do registrado neste ano em 2014 e o spread deve se manter estável, na avaliação do presidente do banco no país, Jesús Zabalza. No final de setembro, o banco registrava alta de 11% na carteira de crédito ampliada na comparação anual. Segundo o executivo, as novas safras de crédito que estão entrando no banco têm melhor qualidade do que o registrado nos trimestre anteriores, e por isso existe espaço para maior recuo na inadimplência.
No terceiro trimestre, a inadimplência acima de 90 dias foi de 4,5%, ante 5,1% no mesmo intervalo do ano passado.
– A nossa inadimplência está convergindo com o nível dos concorrentes privados – afirmou Zabalza em entrevista com jornalistas na sede do banco no Brasil, nesta quinta-feira. Além da maior seletividade na concessão do crédito, uma política agressiva de recuperação de crédito com empresas e pessoas físicas está ajudando os resultados do banco, segundo o executivo.
Mesmo com a expectativa de que os bancos públicos sejam um pouco menos agressivos em 2014, Zabalza não vê espaço para aumento do spread, a diferença entre o custo do dinheiro para um banco e o que ele cobra pelos empréstimos.
– Não esperamos grandes crescimentos do spread bruto no país, e também não espero queda – afirmou.
Como parte do esforço para melhorar a qualidade dos seus ativos, o Santander pretende aumentar a participação de créditos com garantias no seu portfolio, como o crédito consignado e o imobiliário, mas pretende crescer também em outras áreas, como o crédito agrícola e para financiamento de veículos, disse o presidente.

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