Dilma participa de abertura da II CELAC após encontro com Fidel

Dilma e o ministro Figueiredo assistem apresentação da orquestra na abertura da Cúpula da CelacA presidenta Dilma Rousseff participou, nesta terça-feira, da II Cúpula da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (CELAC), na capital cubana. Para o subsecretário-geral da América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, Antonio José Ferreira Simões, o encontro representa a celebração de um novo momento, de integração, em que se cria uma agenda comum entre os países participantes do grupo.

– A CELAC em Cuba tem grande significado porque, rompendo com o passado de isolamento, Cuba não só está inserida dentro dela, como é presidente. E todos os chefes de Estado e de governos vão a Cuba nessa celebração de um novo momento da América Latina e do Caribe, e de um novo momento da integração. Outro ponto extremamente importante que tem a CELAC é que ela cria uma agenda comum. Antes da CELAC haviam agendas separadas, que não se comunicavam. Hoje, todos os países do Sul, na América Latina e no Caribe, têm uma agenda política e de cooperação em conjunto – afirmou.
Em entrevista a jornalistas, Antonio Simões explicou que no encontro será aprovado um plano de ação com pontos importantes para o Brasil, e cerca de 30 comunicados especiais.
– Nesse plano de ação, nós vamos delimitar quais as áreas importantes para tratarmos no ano que vem; e várias dessas áreas são muito significativas para o Brasil. Lá está, por exemplo, a questão da agricultura familiar, a questão de ciência e tecnologia. Por sinal, esse ano, o Brasil sediou duas reuniões: uma de agricultura familiar, em Brasília, e outra de ciência e tecnologia no polo tecnológico de Itaipu. A ideia é construir em conjunto, nessas áreas muito concretas, a cooperação entre todos os países da América do Sul e Caribe – acrescentou o subsecretário-geral.
Segundo o embaixador do Brasil em Cuba, Cesário Melantonio Neto, há espaços na CELAC para a pluralidade de pontos de vista de mais de três dezenas de países.
– As expetativas do Brasil para a CELAC são muito positivas, porque, sendo já a segunda cúpula, o grande interesse do Brasil é a maior institucionalização da CELAC. A CELAC já se fortaleceu com a sua criação e a primeira cúpula, mas uma das prioridades seria aumentar o relacionamento da CELAC com terceiros países, do ponto de vista do Brasil, como o IBAS, o BRICS e outros agrupamentos regionais – explicou o embaixador.
Encontro com Fidel
Na véspera, após inaugurar o novo porto de Mariel, a presidente Dilma Rousseff se encontrou no início da noite, nesta capital, com Fidel Castro, 87, que na véspera havia recebido a presidente argentina, Cristina Kirchner.
Segundo a imprensa local, Dilma e Fidel falaram sobre o porto e sua zona especial de desenvolvimento, cujas obras estão sendo financiadas pelo BNDES. A presidente também teria demonstrado sua satisfação com o trabalho dos cubanos que fazem parte do programa Mais Médicos.
Dilma e outros líderes latino-americanos e do Caribe se encontram em Cuba para participar da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que começou nesta terça-feira em Havana.
Fidel deixou o poder em 2006 e delegou o comando do país ao irmão Raúl, que em 2008 foi ratificado formalmente como presidente de Cuba. Desde então, o líder da revolução cubana realizou poucas aparições públicas. Seus artigos na imprensa estatal são cada vez mais raros.
A CELAC
A CELAC teve sua criação iniciada durante a Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe, realizada na Riviera Maya (México), em fevereiro de 2010, e o processo de constituição finalizado durante a Cúpula de Caracas, em dezembro de 2011, realizada na Venezuela. Ela agrupa os 33 países da região, assumindo o patrimônio histórico da Cúpula da América Latina e o Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (CALC) e da Cúpula de Mecanismo Permanente de Consulta e Concertação Política da América Latina e do Caribedo (Grupo do Rio).
A CELAC busca aprofundar a integração política, econômica, social e cultural da América Latina e Caribe, tendo como base o pleno respeito pela democracia e pelos direitos humanos. A 1ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos foi realizada, em janeiro de 2013, em Santiago (Chile). Esta II Cúpula marca uma etapa de consolidação do mecanismo regional. Ao longo de 2013, fortaleceu-se a articulação latino-americana e caribenha nas Nações Unidas; avançou-se no diálogo com grandes países emergentes, como Rússia e China; e deu-se prosseguimento à cooperação sobre políticas públicas e projetos de cooperação internacional.
A II Cúpula tem como tema a “Luta contra a fome, a pobreza e as desigualdades na América Latina e Caribe”. O momento é bastante propício para o reconhecimento dos expressivos avanços regionais logrados nessa matéria nos últimos dez anos. Desde 2002, as taxas de pobreza e de extrema pobreza foram reduzidas substancialmente na América Latina e no Caribe (respectivamente, de 42% para 27% e de 19% para 11%, de acordo com dados da CEPAL).



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