A Sharp não deve receber uma injeção de capital da Hon Hai como parte de seu plano de recuperação, porque as negociações entre as empresas emperraram, disseram fontes próximas ao assunto. A fabricante japonesa de eletrônicos e seus financiadores estão preparando um plano de negócios para convencer acionistas e credores de que a Sharp pode sobreviver às suas dificuldades atuais causadas por dívida pesada e forte concorrência de marcas estrangeiras.
Um vínculo com a companhia taiwanesa, mais conhecida como fabricante terceirizda da Apple, seria a peça central do esforço de recuperação da Sharp. Mas as negociações quanto à venda de uma participação acionária de 9,9% à Hon Hai emperraram devido a divergências quanto ao controle executivo, e o prazo final para o plano, março, está próximo.
- Não podemos preparar um plano com base em algo incerto. Para nós, acabou – disse uma fonte do setor bancário sob condição de anonimato.
Sem uma injeção de capital da Hon Hai, a Sharp precisará encontrar novas formas de se capitalizar. Também precisa convencer os credores a refinanciar suas dívidas. Em outubro, ela obteve um pacote de resgate de US$ 4,4 bilhões junto a seus bancos, para pagar dívidas de curto prazo e evitar uma concordata.
Em dezembro, a fabricante de chips Qualcomm fechou acordo para investir até US$ 120 milhões na Sharp. Como parte do acordo, a Sharp anunciou colaboração com a Qualcomm para desenvolver novas telas, com menor consumo de energia, baseadas na tecnologia IGZO, da Sharp.
As fontes afirmaram que o plano de recuperação da Sharp está atrasado porque a empresa ainda não conseguiu propor estratégias de crescimento convincentes, e é improvável que o plano seja anunciado antes do início de seu novo ano fiscal, em abril. Um porta-voz da Sharp se recusou a comentar o assunto.

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